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Estudo crítico sobre as aparições  

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1. Ao leitor · 2. O lugar · 3. Os acontecimentos · 4. As mensagens · 5. As objeções · 6. As mensagens e a revelação · 7. As mensagens e a autoridade eclesiástica · 8. As mensagens e você, leitor

III. OS ACONTECIMENTOS

O primeiro deles nos comoveu profundamente no dia 31 de dezembro de 1973, no momento em que nosso ônibus, que saiu de Sevilha ao redor das 17:30 horas, e chegava em Palmar e percorria o corto espaço que faltava para chegar à entrada do lugar das aparições.

Os dezoito peregrinos argentinos que viajávamos nele, todos integrantes da Difusora Mariana Argentina, tínhamos os olhos fixos no magnífico entardecer... quando de repente vimos que o borde do sol começou a brilhar e a girar à direita, (no sentido das agulhas do relojo) com grande velocidade, oferecendo um espetáculo de grande beleza.

Se trata de um acontecimento freqüente em Palmar, em São Damiano (Piacenza, Itália) e em outros lugares de aparições atuais. Ignoramos se existe ou não alguma explicação natural do acontecimento, certamente insólito e singular por sua freqüência nos lugares de aparições. Mas, a pesar de que houvesse, o consideramos um sinal certo de amável bem-vinda da Santíssima Virgem exatamente no momento em que chegávamos, dessa tarde inesquecível. Nenhum de nós duvidou disso depois de ver e palpar as maravilhas desse Sagrado Lugar.

Numerosos grupos de peregrinos ingleses, franceses, portugueses e espanhóis compartiram conosco a jornada de intensa oração e penitência, em reparação dos pecados que se cometem na noite do fim de ano. Sem nenhuma interrupção celebrou-se Missas do rito tridentino latino de São Pio V, com ferventes homilias nos idiomas correspondentes aos diferentes grupos.

Durante a celebração do Santo Sacrifício da Missa notamos que um pequeno grupo começou a rodear a uma mulher que estava ajoelhada, com os braços e o rostro em direção ao Céu.

Entrava em êxtases a vidente Rosário Arenillas, uma humilde mulher que ganha diariamente o sustento de sua família colaborando com seu esposo, Diego, e com cinco filhas, no cultivo do algodão.

Pouco depois entrou também em êxtases o vidente Antônio Anillos Martín, um humilde trabalhador da construção, casado e com filhos, que sustenta a sua família com o trabalho de suas próprias mãos, cheia de calos, em seus trabalhos de pedreiro.

Pudemos verificar que, ao entrar em êxtases, ambos videntes perderam por completo a sensibilidade, ou seja: deixaram de perceber as sensações que em estado normal todo homem recebe através dos cinco sentidos exteriores. No entanto tiveram a dita de ver, e ouvir à Santíssima Virgem e com Ela conversaram, em meio de uma grande emoção, que embeleciam muito suas fisionomias.

As palavras da Santíssima Virgem foram repetidas pelos videntes e desse modo puderam gravar-se em fitas magnetofônicas. Nesta forma maravilhosa à Santíssima Virgem, o Senhor e os Santos estabelecem comunicação com os presentes, através de um vidente em êxtases.

A jornada penitencial durou toda à noite e se prolongou durante o dia com solenes cultos eucarísticos e marianos que terminaram numa grandiosa procissão final. Levamos no triunfo uma preciosa imagem da Santíssima Virgem do Carmo de Palmar, até o poço de água milagrosa que se encontra perto da entrada, junto ao lugar da Tapia, terreno das aparições.

Quando chegamos ao poço, o vidente Clemente Domínguez, (que estava comandando os cantos da procissão, espontaneamente entoados pelos peregrinos) subiu numa parte mais elevada e ali mesmo caiu de joelhos, num êxtases de uma beleza incomparável. Num momento dado, Domínguez, com o rostro radiante de alegria, olhando fixamente à aparição, começou a realizar sobre a estreita boca do poço, uma volta completa, contra às leis do equilíbrio corporal e, em meio de um fervor indescritível, todos compreendemos que a Santíssima Virgem efetuava um giro ao redor do poço para abençoar aos presentes ali congregados. Assim o confirmou depois o vidente, ao sair do êxtases.

Ao dia seguinte, ao anoitecer, voltamos ao lugar das aparições, (também chamado “O Lentisco”, porque o dia da primeira aparição da Virgem, havia, ali, um arbusto dessa espécie) e durante a celebração da Santa Missa Tridentina, novamente entrou em êxtases o vidente Antônio Anillos Martín.

Na quinta-feira três de janeiro voltamos ao Lentisco para rezar e fazer penitencia até depois de meia-noite, com os demais grupos de peregrinos, e nessa oportunidade pudemos presenciar outro êxtases admiráveis de Clemente Domínguez, cuja autenticidade nos consta por havê-lo visto bem de perto, comprovando à absoluta falta de sensibilidade do vidente diante da luz de uma lanterna, verificando a grande dilatação pupilar característica do estado extático, e admirando a transfiguração de sua fisionomia, radiante de felicidade e de beleza.

Essa noite o Senhor abençoou especialmente à Argentina, colocou Sua mão sobre a cabeça de alguns de nós, entre eles o Padre Silvio Venturini; anunciou a proximidade da terceira guerra mundial e comparou Palmar a um para-raios que aplaca à ira do Eterno Pai. Anunciou também o próximo triunfo mas efêmero do marxismo e também sua definitiva derrota à mãos do “Caudilho do Tajo”, que avançará vitorioso até Moscou, produzindo-se então a conversão de Rússia, já anunciada em Fátima.

Nosso Senhor Jesus Cristo pediu também aos sacerdotes que defendam a Missa Tridentina Latina de São Pio V, já avisou que quem assim realize serão perseguidos e retirados de seus cargos, como o havia profetizado quando disse que em seu nome expulsariam a seus discípulos das sinagogas. Mencionar o enorme estrago que no mundo e na Igreja causou o fato de suprimir as três Aves-marias e a invocação a São Miguel ao final da Missa. E nos deu a conhecer que neste momento o Papa Paulo VI se encontrava em Roma e entre nós, no Lentisco, em bilocação, chorando pela Igreja e por seus próprios erros; e pediu orações para que o Papa reciba à valentia de emendar os erros de seu pontificado. Nos revelou também que esses dias, de especial oração e sacrifício, todo o lugar das aparições estava cheio de anjos que cantavam conosco.

Na sexta-feira dia 4, às 19 e 30, fomos novamente de Sevilha ao Palmar para fazer oração e penitência; e no sábado dia 5 reiteramos nossa visita e presenciamos outro êxtases de Antônio Anillos Martín, cuja fisionomia -que ordinariamente nada tem de chamativa- se embeleceu e transfigurou notoriamente sobre a radiante de beleza da visão celeste.

Durante o êxtases foram colocados, nas mãos do vidente, rosários, estampas, crucifixos e outros objetos religiosos que a Santíssima Virgem beijos e abençoou. Também se colocaram cartas contendo petições que, terminado o êxtases, foram retiradas por seus donos. Naturalmente, o vidente se encontrava na impossibilidade física de ler as cartas, nem sequer de ver às pessoas que se as colocaram em suas mãos e que delas as retiravam, ao finalizar o êxtases.

No entanto, dias depois, o vidente publicou que uma dessas pessoas, que a Santíssima Virgem leu sua carta e havia dado ao vidente a resposta. Nas vésperas de voltar de Sevilha para Madri e Santander, essa pessoa enviou uma nota ao vidente rogando-lhe que comunicasse a resposta.

O vidente escreveu então uma carta que chegou ao destino e continha, em efeito a resposta da Santíssima Virgem, a qual DESCREVE PERFEITAMENTE O PROBLEMA QUE MOTIVOU A PETIÇÃO, REPRODUZ EXATAMENTE ALGUMAS EXPRESSÕES DA MESMA E DEMONSTRA QUE É A SOLUÇÃO CONCRETA, CONFORME À VONTADE DE DEUS.

Em suma: uma resposta maravilhosa por sua plenitude e claridade; e maravilhosa também pelo o modo em que foi dada, já que é impossível que o autor da resposta seja o vidente, nem pessoa humana alguma.

Os candorosos erros de ortografia e de sintaxes e a trabalhosa letra em que a divina resposta vem humildemente envolvida, não faz mais que iluminar e embelecer à autenticidade evidente da intervenção pessoal da Santíssima Virgem.

Naturalmente o leitor desejaria que agora transcrevêssemos aqui o texto completo da carta-petição e o da resposta celeste. Vamos a satisfazer, parcialmente, esse justo desejo transcrevendo a carta, onde a pessoa que pede se dirige filialmente a sua Mãe do Céu, dizendo-lhe com simplicidade: “Vos rogo que Vossa resposta me signifique uma sinal certa da autenticidade das Mensagens desses Sagrado Lugar, se Deus o quer”.

O leitor julgará se a resposta é ou não prodigiosa; se demonstra ou não que o êxtases e os mensagens de Anillos Martín foram autênticos; e se a resposta da Santíssima Virgem pode razoavelmente ter-se por um sinal certo da autenticidade das Mensagens de Palmar de Troya.

Para o interessado não existe a menor dúvida. A ninguém impõe sua certeza. Somente expõe sua convicção absoluta, e a confessa e proclama em honra da verdade e da Santíssima Virgem, e a funda em razões evidentes que até agora ninguém logrou desvirtuar.

E para terminar a exposição desse fato, devemos agregar que o autor da carta-petição e o autor desses prólogo é uma mesma e única pessoa, que declara aqui, sob juramento publico e solene, que o exposto é inteiramente fiel à verdade.

O faz impulsado por um sentimento profundo de lealdade e de gratidão e também por uma ordem expressa que vê nas palavras que a Santíssima Virgem pronunciou no Lentisco no dia 25 de abril de 1971, como comprovará o leitor, consultando a mensagem dessa data na recopilação que estamos apresentando.

Ditas palavras são as seguintes: AQUELE QUE ESTÁ SEGURO DE HAVER OUVIDO A VOZ DO CÉU, ESTÁ OBRIGADO A DAR TESTEMUNHA DESSA VERDADE, SOB PENA DE CONDENAÇÃO”.

O que isso escreve, naturalmente, não quer condenar-se. Por isso publica aqui seu testemunho sem esperar o juízo definitivo da Igreja, ao qual, no entanto, se submete desde já.

Agora bem: este fato que não tem em absoluto nenhuma explicação humana e os demais que presenciamos ou protagonizamos pessoalmente aos dezoito peregrinos Argentinos levados pelo Padre Silvio Venturini, com ser tão surpreendentes, é muito pouca coisa, comparados com a catarata de prodígios que se vem multiplicando em Palmar de Troya desde há sete anos e até o dia de hoje, em que acabamos de receber notícias dos prodígios realizados durante a Semana Santa desse ano 1975.

Este impressionante conjunto de maravilhosos acontecimentos foi magnificamente documentado num memorial assinado por 342 testemunhas presenciais, que dão perfeita razão aos acontecimentos e acreditam decisivamente, com precisão das datas, lugares, pessoas e coisas, inumeráveis sucessos sem explicação natural, que abonam à autenticidade das aparições e Mensagens de Palmar.

No documento leva data de 15 de abril de 1972 e foi apresentado ao Senhor Cardeal-arcebispo de Sevilha, como recurso da anulação contra à desautorização que o mesmo prelado pronunciou em 18 de março de 1972.

Dada, pois, sua capital importância e sua enorme força provatória da verdade dos acontecimentos e, por tanto, da autenticidade das Mensagens, se transcreve a continuação desse prólogo como prova documental integrante do mesmo. (Documento No. 1).

No documento demonstra que os prodígios de Palmar não somente se produziram com intervenção dos videntes nomeados até aqui, mas também de outros, como Maria Luísa Vila, Maria Marín, José Navarro, Antônio Romero, Arsenia Llanos e Manuel Fernández.

O principal deles é, sem dúvida, Clemente Domínguez, e por esta razão se decidido a publicação de suas Mensagens, o que nos obriga a formular alguma breve referência sobre este instrumento de Nosso Senhor e da Virgem Santíssima.

Clemente Domínguez é um jovem Sevilhano nascido no ano de 1946 e cumprirá 29 anos de idade, em 23 de abril de 1975. Chegou ao Palmar, como tantos outros, atraído pelos prodígios que começaram em 30 de março de 1968, sem contar com nenhuma espiritualidade; antes, ao contrário, ele mesmo diz e repete, com sincera convicção, que era e é um pobre pecador.

A maneira simples e gradual em que foi conhecendo as maravilhas de Palmar, primeiro com respeitosa curiosidade, e depois com a evidência do sobrenatural que o envolveu por completo e o decidiu a consagrar sua vida à esta alta missão, poderá apreciar-se no relato que colocamos ao leitor sob o título: “Dados históricos sobre acontecimentos que precederam às primeiras visões e missão apostólica do vidente do Palmar de Troya, Clemente Domínguez Gómez” e incertarmos a continuação do prólogo como parte integrante do mesmo. (Documento Nº 2).

Esta publicação se efetua conforme um desejo expresso do mesmo vidente, e por amabilidade e cortesia do autor, o jovem Manuel Alonso Corral, advogado, residente em Sevilha e amigo de Domínguez, com quem compartiu as emocionantes etapas dessa transformação de simples peregrinos, em Apóstolos de Palmar, já que também o doutor Alonso consagrou sua vida à esta obra maravilhosa. Trata-se, pois, de um documento valioso, escrito por uma testemunha qualificada e presencial, e confirmada pelo mesmo vidente.

Aqueles que conhecemos e tratando pessoalmente a Clemente Domínguez em Buenos Aires em 1972 e 1973, e em Sevilha e Palmar, em 1974, coincidimos em apreciar seu bom sentido, equilíbrio mental e simplicidade, como assim mesmo seu trato ponderado, afável e humilde.

Mas em ocasiões também admiramos sua decisão e intrepidez para cumprir as instruções do Céu e para enfrentar e suportar com paciência às continuas e graves dificuldades inerentes a sua dificilíssima e incomodíssima missão, como vidente e como apóstolo de Palmar, como mensageiro de Deus diante das mais altas Hierarquia da Igreja Católica e como defensor da Tradição e do Magistério.

Brilhante exemplo do dito é a defensa do Papa Paulo VI que exerceu publicamente em Buenos Aires, e necessariamente, na Santa Casa de Exercícios da rua Independência, diante de um qualificado e numeroso grupo de católicos, no dia 21 de outubro de 1972.

Para enfrentar os ataques que dos destacados sacerdotes estrangeiro dirigiram contra o Papa Paulo VI, Clemente Domínguez se pôs de pé e, sobre uma expectação geral, e admiração de alguns, levantou sua voz para defendê-lo, qualificando como “extremismo” a posição dos atacantes. Terminada sua defensa se retirou da reunião, exclamando com força: “¡VIVA O PAPA!”.

Também devem destacar-se as conferências que pronunciou em Buenos Aires nos dias 5 e 6 de novembro de 1973 em defensa das Sagradas Escrituras, da Tradição da Igreja, do Magistério e do Papa Paulo VI. Sobre estas conferências voltaremos mais adiante.

Clemente Domínguez e os demais videntes de Palmar protagonizaram numerosas estigmatizações e copiosos derramamento de sangue, principalmente na Semana Santa; sofrimentos místicos da Paixão de Nosso Senhor, inclusive a crucifixão, em espetáculos realmente maravilhosos; recepção do Menino Jesus nos braços, comunhões místicas visíveis, revelações particulares e outros muitos acontecimentos prodigiosos aprovados por numerosíssimas testemunhas que vão ao Palmar desde todos os lugares de Espanha e do mundo e documentados pelas gravações magnetofônicas, fotografias, imagens cinematográficas, atas notariais e publicações de toda classe. Uma parte dessa abundantíssima prova documental foi trazido por nosso grupo de Argentinos no mês de fevereiro de 1974 e está a disposição do leitor.

Além dos acontecimentos prodigiosos, nós estimamos, como prova de autenticidade das Mensagens de Palmar, a ortodoxia plena da doutrina que ali se recebe e se difunde, e do culto grandioso, rigoroso, solene e conforme ao rito tradicional que ali se pratica com uma intensidade surpreendente e com um sacrifício extraordinário.

Também eles, os videntes, estimam mais a Missa que as visões e os êxtases.

Um episódio aparentemente sem transcendência assim nos demostrou com claridade. Era o sábado 5 de janeiro de 1974. Estávamos assistindo a Missa em campo aberto no Monte de Cristo Rei, em pleno inverno e muito tarde de noite, quando de repente caiu em êxtases o vidente Antônio Anillos Martín. Naturalmente, alguns advertimos e fomos a rodear-lhe para entregar-lhe objetos religiosos que a Virgem Santíssima geralmente beija, e cartas que, as vezes, responde. Alguns peregrinos, no desejo de atender ao êxtases, involuntariamente ficaram de costas ao altar e nesse momento, com grande edificação, ouvíamos a voz dos dirigentes, advertindo, amavelmente que se evitasse ficar de costas ao altar porque “A MISSA É MAIS IMPORTANTE QUE A VISÃO”.

Maravilhoso sentido de equilíbrio e de hierarquia entre o carisma ocasional e o centro vital do culto cristão permanente, pois a Missa, sacrifício de valor infinito, é o máximo dom da caridade, e sem caridade, o carisma é metal que soa e soa em vão (Paulo, I Coríntios, 13, 1).

A persistência dos acontecimentos extraordinários e desse acatamento fidelíssimo às Sagradas Escrituras, à doutrina tradicional, à autoridade da Igreja, ao Soberano Pontífice e ao culto tradicional através de tão largo tempo, apesar das persecuções, calunias, desprezos, injustiças e sofrimentos que suportam os videntes e os apóstolos de Palmar e, especialmente, o fruto esplêndido da virtude, de piedade, de ortodoxia, de conversões e de curações extraordinárias que brilha e cresce cada vez mais em Palmar, são a nosso modo de entender, sinais inequívocos da direta intervenção do Céu e, portanto, da autenticidade das Mensagens que oferecemos.

 

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