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1. Ao leitor · 2. O lugar · 3. Os acontecimentos · 4. As mensagens · 5. As objeções · 6. As mensagens e a revelação · 7. As mensagens e a autoridade eclesiástica · 8. As mensagens e você, leitor VI. AS MENSAGENS E A REVELAÇÃODepois de expor suficientes razões que justificam à autenticidade das Mensagens ditados a Clemente Domínguez, podemos deixar estabelecido que nos encontramos diante de uma verdadeira revelação. Não tratamos aqui, certamente, da Revelação pública que tem suas fontes na Sagrada Escritura, na Tradição e no Magistério da Igreja, Revelação que é obrigatória acreditar com fé divina, sob pena de condenação eterna. Mas é, sem dúvida nenhuma, revelação privada que pode ser acreditada com simples fé humana (São Agustim e Santo Tomás) porque temos muitos motivos racionais para acreditar, ainda quando o Magistério da Igreja não pronunciou um juízo definitivo sobre sua autenticidade. Referindo-se, precisamente, a esta simples aprovação da reta razão, Benedito XIV, em seu “Tratado sobre as Beatificações e Canonizações dos Santos” diz: “Aprovadas assim as revelações, apesar de que não se lhes deva nem se lhes poda dar fé divina, não obstante se lhes deve dar credito de fé humana, segundo as regras da prudência, uma vez que tais revelações são prováveis e piedosamente acreditáveis”. Este mesmo critério de simples probabilidade é o que assinala como suficiente São Pedro Canisio, quando diz: “Existe menor perigo em acreditar e receber o que com alguma probabilidade nos referem pessoas de bem (coisa que não está reprovada pelos doutos, senão que serve à edificação do próximo), antes que rechaçar todo com espirito temerário e de desprezo”. Parece oportuno lembrar estes são e autorizados critérios, porque entre nós os católicos se estendeu, como praga, uma sistemática e grande resistência toda nova aparição ou mensagem, resistência que geralmente tem base no grande erro daqueles que opinião que, enquanto a Igreja não se pronuncia definitivamente, ninguém pode dar consentimento a nenhuma revelação, porque assim incorre em subjetivismo protestante e temerário livre exame, não apoiado pela autoridade da Igreja. Quem leu até aqui este prólogo compreende por que é terrivelmente temerário desprezar as Mensagens que se oferecem nesta obra, sem um prévio e cuidadoso exame crítico. E quem continua a leitura e logo, com disponibilidade de espírito e com verdadeira humildade, inicie a leitura do texto admirável das Mensagens, terá sem dúvida uma grande confirmação. Temos, pois, o direito de acreditar. Mas este dereito se transforma, para nós, na obrigação gravíssima, e ninguém conseguirá com que a Santíssima Virgem Maria se cale– que sabe, certamente, teologia, por ser Cheia de Graça, Esposa do Espírito Santo e Trono de Sabedoria – disse, no Lentisco, essas graves palavras já citadas no capítulo terceiro de esta exposição, que agora devemos repetir: “Aquele que está seguro de haver o ouvido a voz do Céu, está obrigado a dar testemunho dessa verdade, sob pena de condenação”. Agora bem: esta seguridade e conseguinte obrigação crescem mais ainda quando se comprova que as revelações ditadas a Clemente Domínguez, concordam, fundamentalmente, com as recebidas, em México, pela Mãe Fundadora da Ordem do Desagravo e esta admirável coincidência, conforme às regras da sã crítica, robustece a credibilidade de ambos testemunhos. As mesmas regras jurídicas da apreciação da prova testemunhal valorizam ainda mais ambas revelações privadas em razão de sua maravilhosa coincidência com as revelações de Madri, Garabandal, Monte Umbe, Lourdes, La Salette, São Damiano, São Vittorino Romano, Roma, Porto São Stefano, Balestrino e São Vicente dels Horts (Barcelona), revelações a que já referimos. O assombro cresce ao comprovar que todas as revelações privadas até aqui mencionadas, formam parte, a sua vez, de uma grande rede de revelações marianas que desde o ano 1830 até a atualidade vêm anunciando: a desbordante ira de Deus pela corrupção da humanidade, o castigo universal e o triunfo de Maria. Na impossibilidade de desenvolver aqui adequadamente este grandioso tema, nos limitaremos a precisar a continuação, somente as datas, lugares e videntes ou estigmatizados principais das aparições marianas mais recentes. O ano corresponde à primeira exteriorização.
E o assombro segue crescendo quando se medita na coincidência das revelações referidas até aqui, com as profecias privadas de almas reconhecidas pela Igreja como de grande virtude, canonizadas já, no processo de canonização. São as profecias de Santa Hildegarda de Bingen (1098), São Vicente Ferrer (1350), Venerável Isabel Canori Mora (1774), Sor Ana Catarina Emmerich (1774), Venerável Sor Natividade (1789), Venerável Sor Clara Isabel (1800), Santa Ana Maria Taigi (1837), São Gaspar de Búfalo (1837.), Estigmatizada Maria Julia Jahenny (1850), Estigmatizada Teresa Neumann (1898) e Estigmatizada Marta Robim (1912). Estas profecias anunciam um grande acontecimento futuro, cuja magnitude nunca foi nem será superada, exceto o Juízo Final; e precisam que sucederá, segundo São Vicente Ferrer, quando as mulheres se vistam como homens e os homens como mulheres. Não assistimos já, desgraçadamente, ao triunfo da abominável moda “unissex”? Em conseqüência, está já próximo o grande castigo que a profecia de Fátima refere, precisamente, na segunda metade do século XX. Também expressam que uma nuvem vermelha como sangue atravessará o firmamento, e o estalido do trovão temblará a terra desde seus cementos; o mar lançará suas espumantes ondas sobre a terra e esta se trocará num cemitério imenso; que os cadáveres dos impios e dos justos cobrirão o planeta, e que o castigo virá repentinamente e será mundial. Predizem assim mesmo, que o castigo será de duas classes: guerras e perigos originados na terra e outro castigo enviado desde o Céu; que todos os inimigos da Igreja perecerão, com exceção de alguns poucos que se converterão, e que o novo Papa será elegido com intervenção de São Pedro e São Paulo. Mas também anunciam que, depois de purificar ao mundo e a sua Igreja, Nosso Senhor volverá a impor a ordem onde o esforço humano é impotente e purificar totalmente a Igreja; que a humanidade, completamente acrisolada pela grande tribulação, volverá à prática da justiça, e o consolo sucederá à desolação, assim como a lei nova sucedeu à antiga. É a Parúsia! É o grande acontecimento: a segunda vinda de Nosso Senhor que se aproxima rapidamente, detrás do castigo purificador. A Parúsia, dizemos, mas não o Juízo Final. Ambos acontecimentos são completamente diferentes, pois a paz e a felicidade profetizados para o tempo da Parúsia ostentam caráteres netamente terrenais, completamente incompatíveis com a felicidade celeste subseqüente ao Juízo Final. Como exemplo das profecias referidas, transcrevemos alguns parágrafos de Bug de Milas, nascido a mediados do século XVIII e falecido, com fama de santidade, em 1848: “Então o “Tajo” produzirá um guerreiro valente como o Cid, e religioso como o terceiro Fernando, que, levando o estandarte da Fé, reunirá em torno de si inumeráveis seguidores e com eles sairá ao encontro do formidável gigante que com seus ferozes soldados se adiantará à conquista da Península.” “Os Períneos serão testemunhas do combate mais cruel que viram os séculos. A terra temerá sob o peso das maquinas bélicas. Três dias durará a batalha. Em vão o temível gigante tratará de animar aos seus e restabelecer o combate, porque o dedo do Senhor assinalou já o fim de seu reinado sucumbirá nesta nova batalha.” “Então o exército vitorioso, protegido pelo Supremo Deus, atravessará províncias e mares e chegará o estandarte da Cruz a todas partes. Triunfará em todas partes a Religião Católica e haverá a felicidade do gênero humano.” Mas nossa admiração não terminou ainda. Porque para despregar toda à amplitude de nossa argumentação, ainda devemos agregar que tão concordantes revelações privadas coincidem também com a Revelação pública. Em efeito: a imensa corrupção moral da humanidade atual, sua indispensável e breve purificação e o seguinte grande triunfo de Maria e da Igreja, estão anunciados em Isaías (24, 1 a 6 e 13; 6, 11 a 13; 4, 3; 66, 15 e 16; 19 e 23); em Sofonias (1, 14 a 17; 3); e em Zacarias (13, 8 e 9). Também estão anunciados estes acontecimentos nas profecias dos Apóstolos: Paulo Iª Tesal. 5, 1 a 3; 2ª Tesl. 2, 1 a 12; 2ª Tim., 3, 1 a 5 e 4, 1 a 5; 1ª Tim., 4, 1 e 2; Rom. 11, 25 a 27; Pedro: (2ª, 2 e 3); João (2, 18 a 23); Judas (12 a 21); como também no Apocalipses. É bem conhecido que ali se anuncia à apostasia geral que chegará a instalar-se no templo de Deus; que os apóstatas permanecerão dentro da Igreja para destruí-la; que os falsos doutores e falsos profetas e corruptores da grei se transformarão em lobos de seu próprio rebanho; que nos últimos tempos a ira de Deus se desatará e repercutirá sobre o mundo e a ruína sobrevirá de improviso, como ladrão noturno; que um dilúvio de fogo se abaterá sobre a terra como juízo das nações o castigo universal em que perecerão todos os ímpios, inimigos de Deus; e que depois deste juízo, Israel se converterá, e terão sua morada na terra, a justiça e a paz. A Parúsia! Mas, por encima das profecias do Antigo Testamento e dos Apóstolos, invocamos agora do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, recolhidas no Evangelho (Lucas, 21, 24; 21, 8 a 19; Marcos, 13, 5 a 13; 13, 19 e seguintes; e 13, 28 a 31; Mateus, 24, 23 a 32). É conhecido que o Senhor no Evangelho anunciou a ruína de Jerusalém, a dispersão do povo judeu e a humilhação de sua orgulhosa capital, que será pisoteada pelos gentios até que se cumpram os tempos das nações. E devido que Jerusalém foi recuperada pelos judeus no ano 1967, é claro que agora se cumprem, o seja, terminam os tempos das nações o tempos dos gentios e chegada a hora em que Deus derramará sua cólera sobre a humanidade, e o povo judeu se converterá. A recuperação de Jerusalém e o restabelecimento recente do Estado de Israel, são o cumprimento mais nítido e exato dos grandes sinais da profecia sagrada: o fim da diáspora, ou seja, o fim do predomínio das nações gentis sobre o povo escolhido, circunstância feliz que anuncia à conversão do povo judeu, primogênito na fé de Abraão, o qual breve retornará aos braços amorosos do Pai. O Senhor anunciou também guerras e catástrofes, dores e perseguições e uma grande tribulação “qual não a havido desde o principio do mundo nem haverá jamais”. Não está proibido observar com atenção os acontecimentos para reconhecer neles os sinais dos últimos tempos, assim como observamos os brotes da figueira e demais vegetais que assinalem a proximidade do verão. Ao contrário, está mandado: (Mateus, 24, 32-35; Marcos, 13, 28-31; Lucas, 21, 29-33). O sermão escatológico do Senhor foi explicitado pelo Apocalipses, a profecia magna que nos anuncia à terrível catástrofe dos últimos tempos antes do Juízo Final, e o desejado amanhecer da Parúsia. Detalha ruína e o incêndio de Babilônia, a batalha de Armagedon, a derrota e encadeamento de Satanás por mil anos, e o reinado de Cristo com seus mártir e santos que não receberam a marca da Besta sobre sua frente e voltaram à vida na primeira ressurreição, ou seja: a Parúsia. O Apocalipses nos anuncia que, terminados os mil anos, Satanás será liberado de sua prisão e sairá a extraviar às nações e a dar a batalha final. Então chegará o fim do mundo e o juízo final. (Apocalipses, 18 a 22). Vemos, pois, com toda claridade, que as profecias sagradas sobre a grande purificação anterior ao juízo final são as mesmas que conhecemos pelas revelações privadas dos últimos séculos e coincidem com as Mensagens dadas em Palmar de Troya pelo vidente Clemente Domínguez, como se verá pela a simples leitura do livro que estamos apresentando. Tão grandiosa coincidência não pode menos que inclinar o ânimo em favor da autenticidade destas Mensagens. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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